Todos os anos vocês ouvem na mídia, sempre na época das chuvas, que há muitos casos de Dengue aqui e alí!!!
Isso é um erro incorrigível!!!!
A DENGUE ESTÁ CONOSCO O ANO TODO!!!
Em todo lugar em que houver água limpa parada (garrafas, pneus, cascas de ovos, pratinhos de vasos de plantas, vasilha de água de animais, etc.), a fêmea do AEDES colocará seus ovos!!!!
Se você é uma pessoa consciente, que não mantém criadouros de larvas de mosquitos, mas seus vizinhos não colaboram, então todo um quarteirão poderá ser infectado. Pense nisso!!!
Aqui deixo o que é a doença e como se prevenir.
NÃO SE ESQUEÇA de que, durante o ano todo DEVEMOS FICAR ALERTAS pois, a cada ano, surge um tipo de vírus novo e a doença se torna cada vez mais mortal para aqueles que já foram infectados uma vez!!!!!
DENGUE:
No Brasil há relatos de prováveis epidemias de dengue no início deste século. Em 1916em São Paulo, e em 1923, em Niterói.
Entretanto, a primeira epidemia documentada clínica e laboratorialmente ocorreu em Boa Vista, Roraima, em 1982.
Em 1986, o dengue reapareceu de forma epidêmica em 3 estados (Rio de Janeiro, Ceará e Alagoas), sendo que a maior epidemia ocorreu no Rio de Janeiro, atingindo mais de um milhão de pessoas.
Neste ano e nos anos seguintes (até 1989) o sorotipo Den 1 foi o responsável por epidemias e/ou surtos da doença nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Alagoas, Bahia e Pernambuco.
A cada ano a doença vem se repetindo no Brasil, onde o maior número de casos se concentra no período de chuvas, que é a época em que as condições ambientais são propícias para o desenvolvimento e proliferação do mosquito vetor.
A partir de 1994, as epidemias têm apresentado maior vulto, espalhando-se para todas as regiões geográficas.
Os primeiros casos de dengue hemorrágico apareceram no Rio de Janeiro em 1990, com a introdução de um novo sorotipo, o Den 2.
Com a disseminação desse sorotipo para outras regiões do país, infectando pessoas que já haviam contraído a doença anteriormente, foram surgindo casos de dengue hemorrágico em outros estados (Ceará, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio de Janeiro).
Assim, no período de 1990 a 1998 (dados provisórios), foram confirmados 718 casos que levaram 27 pessoas à morte.
Em 2000 foram registrados 230.910 casos da doença em todo o Brasil, sendo 51 casos de Febre Hemorrágica do Dengue nos estados de Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte e São Paulo.
A transmissão da doença foi observada pela primeira vez no Estado de São Paulo em 1987, nos municípios de Guararapes e em Araçatuba.
No verão de 1990/91 foi registrada uma epidemia de grandes proporções, com início em Ribeirão Preto, que rapidamente se expandiu para municípios vizinhos e outras regiões.
A partir de então, as epidemias de dengue vêm ocorrendo todos os anos no Estado.
No Estado de São Paulo no período de 1998 a 2000 tivemos transmissão de Dengue em 102, 101 e 64 municípios do Estado, o que correspondeu a uma incidência de 30,2 (10630 casos), 42,3 ( 15082 casos ) e 9,4 por 100000hab (3520 casos ), respectivamente.
As maiores incidências ocorreram nos meses de verão no mês de Março, porém tem se observado transmissão ao longo do ano, mostrando que a doença esta endêmica em vários municípios.
A partir de 1996 tem sido detectado a circulação do sorotipo 1 e 2 no Estado de São Paulo.
O QUE É DENGUE
DEFINIÇÃO: dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral e de evolução benigna, na maioria dos casos.
Pode apresentar duas formas clínicas: Dengue Clássico e Febre Hemorrágica do Dengue (FHD) / Síndrome do Choque do Dengue (SCD).
É a virose urbana mais difundida no mundo.
Com exceção da Europa, ocorre em todos os continentes.
É uma doença de áreas tropicais e subtropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti.
AGENTE INFECCIOSO: o vírus do dengue é um Arbovírus (vírus transmitido por inseto). São conhecidos quatro sorotipos (Den 1, Den 2, Den 3 e Den 4).
MODO DE TRANSMISSÃO: a transmissão se faz da através da picada do mosquito fêmea Aedes aegypti infectado.
Uma vez infectado, o homem demora de 4 a 10 dias para apresentar os sintomas do dengue.
O mosquito macho não transmite a doença, pois alimenta-se de seiva de plantas.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: na forma clássica a doença tem início súbito, com febre alta, mialgia e artralgia, dor retrorbital, cefaléia, anorexia, náuseas, vômitos, prostração, além de rush cutâneo, podendo assim ser confundida com sarampo ou rubéola.
A FHD/ SCD tem sintomas semelhantes aos do dengue clássico no início do quadro clínico, porém evolui com tendência a hemorragias, dores abdominais intensas, palidez cutânea, pele pegajosa e fria, agitação, sonolência, dificuldade respiratória, pulso rápido e fraco, podendo levar o paciente ao choque e à morte.
Tem como base fisiopatológica uma resposta imune anômala envolvendo leucócitos, citocinas e imunocomplexos, causando aumento da permeabilidade por má função vascular endotelial, mas sem destruição do endotélio, com extravasamento de líquidos para o interstício, causando queda da tensão arterial e manifestações hemorrágicas, associadas á trombocitopenia.
Conseqüente a estas manifestações surgem hemoconcentração com redução da volemia, má perfusão tissular, hipóxia e acidose lática.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu um critério de classificação das formas de Febre Hemorrágica do Dengue em 4 categorias, de acordo com o grau de gravidade:
Grau 1 – febre acompanhada de sintomas inespecíficos, em que a única manifestação hemorrágica é a prova do laço positiva.
Grau 2 – além das manifestações constantes do grau 1, somam-se hemorragias espontâneas leves (sangramento de pele, epistaxe, gengivorragia e outros).
Grau 3 – colapso circulatório com pulso fraco e rápido, estreitamento da pressão arterial ou hipotensão, pele pegajosa e fria e inquietação.
Grau 4 – choque profundo com ausência da pressão arterial e pressão de pulso imperceptível.
Devido ao processo ser dinâmico, o paciente poderá ser classificado em um estágio e evoluir, posteriormente, para outro.
Nos casos de dengue, independente da forma clínica, todos os pacientes que procuram o sistema de saúde deverão ter uma história clínica e epidemiológica e exame físico constando de pelo menos:
medida da tensão arterial em duas posições (deitado e em pé);
freqüência por minuto do pulso radial;
prova do laço;
descrição da coloração das mucosas, grau de hidratação e tempo de enchimento capilar.
Devem ser notificados os pacientes com história de febre recente com tendência hemorrágica que pode variar desde prova do laço positiva, presença de petéquias, equimoses, púrpura, sangramento gastrointestinal ou outros, acompanhado de aumento do hematócrito em 20% e plaquetopenia (plaquetas menor 100.000/mm3 ). A confirmação será feita através da clínica e exames laboratoriais específicos (sorologia e/ou isolamento de vírus)
Os pacientes que necessitam de maior atenção do sistema de saúde são os que têm dengue e apresentam história patológica pregressa de alergias (principalmente asma brônquica), anemia falciforme, diabetes mellitus, doenças autoimunes, doenças severas do aparelho cardiovascular e respiratório.
Os pacientes que apresentarem um ou mais sinais de alerta, listados abaixo, devem permanecer sob tratamento e observação rigorosa nas 24 horas seguintes, pois sofrem grande risco de desenvolver Síndrome de Choque do Dengue.
Sinais de Alerta:
dor abdominal intensa e contínua;
vômitos persistentes;
hepatomegalia dolorosa;
derrames cavitários;
sangramentos importantes;
hipotensão arterial;
diminuição da pressão diferencial;
hipotensão postural;
agitação e letargia;
pulso rápido e fraco;
extremidades frias;
cianose;
diminuição brusca da temperatura corpórea associada à sudorese profusa, taquicardia e lipotímia e
aumento do hematócrito (com variação de 20%).
TRATAMENTO
Não há tratamento específico para o dengue.
As medidas terapêuticas visam à manutenção do estado geral do paciente.
Não devem ser usados derivados do ácido acetilsalicílico para combater a dor e a febre, pois podem provocar sangramentos.
A mesma contra-indicação aplica-se aos demais antiinflamatórios não hormonais, mesmo quando usados por via intramuscular.
Recomenda-se tomar paracentamol ou dipirona.
Nos pacientes com suspeita de FHD (aumento de hematócrito e/ ou plaquetopenia) deverão ser acompanhados e tratados conforme fluxograma abaixo.
Os casos suspeitos de Dengue Hemorrágico deverão ser notificados pelos telefones 3085-0234 (Divisão de Zoonoses) ou 0800-555466 (Central CVE).
Ôi pessoal!!! Este blog foi criado para responder dúvidas sobre saúde...aquelas dúvidas que você tem e que tem vergonha de perguntar ao seu pai, sua mãe, seu amigo(a) ou mesmo ao seu médico...aquelas dúvidas que você tem para utilizar em uma pesquisa ou apenas por curiosidade. Entre aqui e pergunte que Lô Carvalho responde!!!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
TUBERCULOSE NOS DIAS DE HOJE!!!
Veja alguns dados a respeito desse mal:
- O Brasil, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), está em 16º lugar entre os países com maior número de casos da doença.
- Cerca de 30% dos brasileiros portadores do HIV (vírus da AIDS) manifestam, em algum estágio da vida, a tuberculose.
- A doença vem sendo considerada, desde 1.993, UMA EMERGÊNCIA GLOBAL.
- No Brasil, a partir de 2.003, a tuberculose ganhou posição de DOENÇA DE CONTROLE PRIORITÁRIO, devido à AIDS (em 2.006, essa foi a primeira causa de morte entre os portadores de HIV).
- Em 2.007, houve 80 mil casos da doença com 5 mil ÓBITOS.
O Brasil está intensificando as CAMPANHAS DE COMBATE À TUBERCULOSE, realizando busca-ativa dos doentes e comunicantes e garantindo consulta mensal e medicação gratuita até a cura (que dura cerca de 6 meses) à todos os portadores da doença através do SUS.
Já conseguimos erradicar doenças muito mais perigosas que essa em nosso país, como: Varíola, Sarampo, Poliomielite e outras!!!
Portanto: se você tiver tosse, com ou sem catarro, por mais de 4 semanas, vá à um Posto de Saúde mais próximo de sua residência e faça o exame de escarro. Não dói.
Você é o maior responsável pela propagação dessa doença.
Abaixo eu deixo pra você algumas perguntas e respostas mais frequentes sobre a tuberculose. Se você tiver mais alguma dúvida é só deixar neste blog que eu responderei com muito prazer!!!
A CAUSA DA TUBERCULOSE (TB)
O QUE É TUBERCULOSE (TB)?
A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um micróbio chamado "bacilo de Koch". É uma doença contagiosa, quer dizer, que passa de uma pessoa para outra. É uma doença que atinge principalmente os pulmões, mas pode ocorrer em outras partes do nosso corpo, como nos gânglios, rins, ossos, intestinos e meninges.
PNEUMONIA OU GRIPE MAL CURADAS PODEM CAUSAR A TUBERCULOSE (TB)?Não. Como já foi dito, a tuberculose é causada por um micróbio chamado "bacilo de Koch", que não tem "ligação" com a pneumonia e a gripe. Sem o bacilo de Koch, não existe a tuberculose. Exposição a friagem (como por exemplo, "abrir geladeira sem camisa" e "tomar gelado") também não causam tuberculose, pelo mesmo motivo.
A TRANSMISSÃO DA TUBERCULOSE COMO SE PEGA A DOENÇA?
Quando o doente tosse, fala ou espirra ele espalha no ar gotas pequenas, mas muito pequenas mesmo com o micróbio da TB. Aí, uma pessoa com boa saúde, que respire este ar, pode levar este micróbio para o seu pulmão. É assim que acontece o contágio: o micróbio da TB (bacilo de Koch) penetra no organismo das pessoas pela respiração. Portanto, a tuberculose não se transmite pelo sexo, pelo sangue contaminado, pelo beijo, pelo copo, pelos talheres, pela roupa, pelo colchão ...
A TB SÓ SE TRANSMITE PELO AR.TODAS AS PESSOAS QUE ENTRARAM EM CONTATO COM O BACILO VÃO ADOECER?
Não. Na maior parte das vezes o organismo resiste e a pessoa não fica doente. Às vezes, mesmo que o organismo resista no momento, o micróbio fica "guardado" e a pessoa pode adoecer anos mais tarde, se estiver enfraquecida ou desgastada pelo alcoolismo, aids, diabetes, câncer e outras doenças. Os idosos também têm uma chance maior de adoecer. Apenas um pequeno grupo de pessoas pode ter a doença logo após o contato com o micróbio. E quando isto acontece, em geral, são pessoas debilitadas, crianças e idosos.
TODO PACIENTE COM TUBERCULOSE PODE TRANSMITIR A DOENÇA?
Não, somente os pacientes com a doença no pulmão que sejam bacilíferos, ou seja, aqueles que eliminem o "bacilo de Koch" no ar. Quem tem TB em outras partes do corpo não transmite a doença, porque não elimina os bacilos de Koch pela tosse. Os doentes de TB que já estão em tratamento não oferecem perigo de contágio, pois a partir do início do tratamento o risco de contágio vai diminuindo, um dia depois do outro e com 15 dias tomando corretamente os medicamentos já é muito provável que o paciente não esteja mais eliminando os bacilos de Koch.
AS PESSOAS QUE MORAM COM UM PACIENTE COM TUBERCULOSE PODEM PEGAR A DOENÇA?
Sim. A maior fonte de transmissão da TB é o doente com a doença no pulmão, porque ele elimina bacilos pela tosse, fala e espirro. Por isto as pessoas que convivem com ele, principalmente na mesma casa, antes do início do tratamento correto, são aquelas que têm maior risco de adquirir o bacilo. E os vizinhos? E os colegas de trabalho? E dentro do ônibus? Na escola?As dúvidas são freqüentes e não dá para discutir todas as possibilidades, uma a uma. O certo mesmo é entender como se pega a TB e, a partir daí, o que pode facilitar ou dificultar o contágio. Para isto veja a seguir, 3 (três) situações que facilitam o contágio e o que pode ser feito em cada uma delas, para dificultar que o contágio aconteça.
O QUE FACILITA O CONTÁGIO
1ª. Situação: DOENTE BACILÍFERO (que elimina muitos bacilos pela tosse, pelo espirro, pela fala)O QUE FAZER: Iniciar o tratamento o mais rapidamente possível e cobrir a boca ao tossir ou espirrar.
2ª. Situação: AMBIENTE (LOCAL) POUCO AREJADOO QUE FAZER: Abrir portas e janelas.
3ª. Situação: MAIOR TEMPO DE CONTATO COM OS DOENTES. QUER DIZER: CONVIVER COM O DOENTE MUITAS HORAS POR DIA ou POR NOITE, DURANTE MUITOS DIAS SEGUIDOS.O QUE FAZER: Procurar orientação na unidade básica de saúde.
No caso de dúvidas, confira estas informações e se isto ainda não for suficiente para encontrar a resposta, procure o posto de saúde mais próximo de sua casa e tire as suas dúvidas.
É PRECISO SEPARAR COPOS, TALHERES, PRATOS E OUTROS UTENSÍLIOS DO PACIENTE COM TUBERCULOSE?
Não, estes não transmitem o "bacilo de Koch", porque a transmissão é feita pelo ar, pela respiração. O bacilo de Koch que saiu do pulmão de uma pessoa e foi "engolido" por outra pessoa não causa a tuberculose. A gente tem que "botar na cabeça" que se não tiver o bacilo, não tem a tuberculose.
QUANTO TEMPO LEVA, DEPOIS DO CONTATO, PARA FICAR DOENTE?
O bacilo de Koch entra no pulmão e, a partir daí, pode acontecer 2 coisas:1- O bacilo fica vivo, mas "quieto" sem causar a TB. É o que se chama de TB infecção..2- Ir aumentando o número de bacilos até multiplicar e fazer mal ao pulmão. O tempo para adoecer pode variar de semanas até anos, dependendo da resistência da pessoa.
QUANDO ATENDEM UM DOENTE COM TUBERCULOSE?
Os profissionais atendem doentes com tuberculose todos os dias durante muitas horas. Por isso eles têm um risco maior de "respirar bacilos". Então, uma solução para não pegar bacilos, ou seja, se infectar é usar máscaras.
PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE
PODE-SE PREVENIR A TUBERCULOSE?
Como já foi dito se não tiver o bacilo, não tem a tuberculose. Por isto, para prevenir a doença, é muito importante identificar rapidamente os pacientes com tuberculose para tratá-los logo, reduzindo a chance de contaminação do ar. E, se o ar não fica contaminado, evita-se a transmissão do bacilo para outras pessoas.Mas, todo mundo sabe que a tuberculose está muito ligada à pobreza, mas é importante saber que isto acontece não pela pobreza em si, mas pelas condições de vida das pessoas empobrecidas. Elas são, por exemplo, e salvo algumas exceções, as que têm maior dificuldade em conseguir o atendimento adequado quando se sentem doentes e as que vivem em casas precárias.Para prevenir a TB é importante melhorar as condições de habitação para diminuir a chance do contágio. Se há muitas pessoas dormindo no mesmo quarto, em casas mal ventiladas e onde não bate sol, o risco de contágio é muito maior.Há também medidas de proteção individual, como a vacinação com BCG e a prevenção com remédio, que se chama quimioprofilaxia. A vacina BCG é aplicada no primeiro mês de vida e é capaz de prevenir as formas mais graves da doença, nas crianças.A quimioprofilaxia, que consiste em tomar remédios por seis meses, está indicada para algumas pessoas que não estão doentes, mas que apresentam um grande risco de adoecer. É sempre indicada por um profissional de saúde, depois de uma consulta.
O QUE SENTE UM DOENTE COM TUBERCULOSE NO PULMÃO?
O sintoma mais freqüente da TB pulmonar no adulto é a TOSSE. Toda pessoa que apresente tosse que dure 3 semanas ou mais é chamada de SINTOMÁTICO RESPIRATÓRIO e deve ser encaminhada ao médico para pesquisa de TB. Outros sintomas são: febre (mais freqüente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento e cansaço fácil. O doente pode apresentar todos esses sintomas, mas pode ter somente uma tosse que às vezes até passa desapercebida. Muitas vezes as pessoas pensam que sua tosse é "comum", porque são fumantes, ou que é uma bronquite ou gripe mal curada, e não dão importância.
TUBERCULOSE PODE CAUSAR IMPOTÊNCIA?
A doença, em si, não. O que pode acontecer com a pessoa doente e enfraquecida é uma indisposição para o relacionamento sexual. Entretanto, com o tratamento adequado, os sintomas de fraqueza e indisposição desaparecem, possibilitando ao paciente retomar a sua vida normalmente.
DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE
QUE EXAMES SÃO NECESSÁRIOS PARA DIAGNOSTICAR A TUBERCULOSE?
Toda a pessoa que apresente tosse por 3 ou mais semanas deverá procurar o Posto de Saúde mais próximo de sua residência, para ser avaliado por um médico e fazer o exame do escarro (baciloscopia). Este exame é muito importante porque permite descobrir aqueles doentes que eliminam os bacilos e que são, portanto, fonte de transmissão.É indispensável realizar o exame de escarro para um diagnóstico correto e é muito importante a colheita adequada do escarro, para que se garanta a qualidade do exame. Por isto, peça ao profissional de saúde que explique muito bem como fazer. Além do exame de escarro, o profissional de saúde também poderá pedir uma radiografia do tórax. Outros exames, como a cultura de escarro e um teste chamado PPD também podem ser necessários.
O PACIENTE COM TUBERCULOSE PRECISA FAZER O TESTE DA AIDS?
Sim, é recomendável que seja realizado o teste de AIDS (chamado ELISA anti-HIV), desde que o paciente CONCORDE em fazer. É importante conversar com o médico do Posto de Saúde para que sejam esclarecidas todas as dúvidas em relação ao teste de AIDS.
PRECISO PAGAR PELOS EXAMES?Não, são totalmente gratuitos e disponíveis na maior parte dos Postos de Saúde do seu município.
TRATAMENTO
A TUBERCULOSE TEM CURA?
SIM, todo paciente com tuberculose pode ser curado, desde que siga corretamente as orientações do médico e dos demais profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento.
A TUBERCULOSE MATA?
Sim. Se uma pessoa com TB não se tratar adequadamente a sua probabilidade de morrer é grande. E quando o paciente com tuberculose abandona por conta própria o tratamento, isto possibilita o surgimento de "bacilos de Koch" resistentes aos remédios que hoje usamos para tratar a doença, dificultando o tratamento e podendo levar à morte ainda mais facilmente.
QUE REMÉDIOS SÃO USADOS NO TRATAMENTO DA DOENÇA?
Na maior parte dos casos são utilizados dois medicamentos: duas cápsulas vermelhas que contém os remédios rifampicina e isoniazida e quatro comprimidos brancos que contém o medicamento pirazinamida.
POR QUANTO TEMPO OS REMÉDIOS SÃO USADOS?
O tempo necessário para o tratamento da tuberculose é, em geral, seis meses.
É NECESSÁRIO COMPRAR OS REMÉDIOS?
Não, os remédios da tuberculose são distribuídos gratuitamente nos Postos de Saúde do seu município.
COMO DEVEM SER TOMADOS OS REMÉDIOS?
São tomados preferencialmente pela manhã, em jejum. Mas, em algumas situações especiais, o médico pode orientar outras formas de tomar os medicamentos.
OS REMÉDIOS TÊM EFEITOS COLATERAIS (Reações ou efeitos não desejados)?
Sim, eles não são freqüentes mas podem ocorrer. Os remédios as vezes provocam enjôos, vômitos, indisposição e mal estar geral. Mas, mesmo que isto aconteça não se deve suspender os remédios, porque frequentemente isto se resolve com medidas muito simples, que serão indicadas pelos profissionais de saúde responsáveis pelo tratamento do paciente. Não há justificativa para parar o tratamento, a não ser por expressa orientação do médico. Por isso, ao sentir alguma coisa, a pessoa deve procurar logo o seu médico.Atenção! Ter urina de coloração avermelhada durante o tratamento é um efeito esperado e não tem nenhum problema. A cor das fezes também pode ficar alterada.
É PRECISO PARAR DE TOMAR BEBIDA ALCOÓLICA?
Sim, não se pode tomar os remédios e continuar a beber álcool (cerveja, uísque, cachaça, conhaque e outros), pois há risco de graves complicações, como por exemplo, hepatite. Mas, tem gente que tem uma grande dependência do álcool (não consegue parar de beber). Neste caso, converse sobre isto com o médico que está fazendo o acompanhamento do caso e não deixe de tomar os medicamentos, a não ser que seja orientado para isto.
É PRECISO PARAR DE FUMAR?
É aconselhável que o paciente pare de fumar, o que acaba por melhorar sua saúde como um todo. Mas se a pessoa não consegue parar de fumar de jeito algum, deve continuar a tomar os remédios e avisar ao médico que a acompanha sobre isto.
UMA MULHER GRÁVIDA PODE FAZER O TRATAMENTO DA TUBERCULOSE?
Sim, pois os remédios costumam ser seguros. A gestante em tratamento para tuberculose deverá esclarecer dúvidas sobre seu estado e os possíveis efeitos dos medicamentos sobre o bebê, com o médico responsável pelo tratamento. A mãe que teve já teve seu bebê pode amamentá-lo normalmente. Se ainda estiver no início da doença e ainda puder transmitir pela tosse, deve ser orientada por um médico de como fazê-lo. O bebê deve ter um acompanhamento especial.
TEM ALGUM MEDICAMENTO QUE INTERFERE NOS REMÉDIOS DA TUBERCULOSE?
É muito importante que o paciente informe ao médico os remédios que esteja utilizando. Por exemplo, os medicamentos "vermelhos" podem reduzir a efetividade da pílula anticoncepcional. Todas as dúvidas em relação aos medicamentos deverão ser esclarecidas com o médico que acompanha o paciente.
O QUE É TRATAMENTO SUPERVISIONADO?
É uma estratégia recomendada pela Organização Mundial de Saúde, pelo Ministério da Saúde e pelo Programa de Controle de Tuberculose do Estado do Rio de Janeiro para controlar a tuberculose. Entre outras coisas, no tratamento supervisionado um profissional de saúde ou uma pessoa treinada para isto, deve observar o doente tomando/engolindo os remédios. Desta forma a equipe fica mais próxima do doente, que pode assim conversar sobre suas dúvidas e não esquece e nem para de tomar os remédios. Tomar os remédios da forma correta é fundamental para a cura da tuberculose e para evitar que o doente transmita a doença.
O PACIENTE COM TUBERCULOSE PODE TRABALHAR?
Sim. O afastamento do trabalho vai depender das suas condições físicas. Em geral, recomenda-se que o paciente se mantenha afastado de suas atividades por 15 a 30 dias após o início do tratamento, período em que habitualmente deixa de contaminar o ar ambiente.
QUANDO O PACIENTE PRECISA INTERNAR?
Na maioria dos casos o tratamento deve ser ambulatorial. Quer dizer: no posto de saúde, centro de saúde, ambulatório. Mas, se o diagnóstico não for realizado o mais rápido possível e demore muito tempo para começar o tratamento, o quadro pode se agravar, ou seja, o pulmão pode ficar muito prejudicado pelo bacilo obrigando o paciente a receber cuidados especiais. Uma destas complicações é quando o paciente tosse com muito sangue e nesse caso tem que internar.No caso de tuberculose em outras partes do corpo, é necessária a avaliação do médico para saber se existem complicações ou outras condições que indiquem a internação. Mas, no caso da meningite tuberculosa não tem dúvidas; o paciente precisa ser internado. Às vezes o estado geral do doente é bastante precário e ele vai necessitar da internação para se recuperar e poder continuar o tratamento no ambulatório.
O QUE ACONTECE SE ABANDONAR O TRATAMENTO?
Vamos dar um exemplo. Vamos supor que quando uma pessoa começa a se tratar ela tenha 100 bacilos. Aí, ela começa a tomar os remédios e morrem os 80 mais fracos. Sobram 20. Os 20 mais fortes!! Então, ela se sente melhor e resolve, por causa disto, parar de se tratar. Os 20 bacilos que sobraram começam a se multiplicar e a pessoa fica novamente doente ou pode vir a ter uma TB causada por bacilos fortes, que os remédios que o doente estava usando têm dificuldade para matar (TUBERCULOSE RESISTENTE). Vai ter que tomar mais remédios e por mais tempo!!! E pode não curar.
COMO SABER SE A TUBERCULOSE ESTÁ CURADA?
Somente o médico pode avaliar se o doente está curado ou não. Muitas vezes, o paciente melhora após um mês de tratamento (desaparece a febre, melhora o apetite, há ganho de peso) e abando na o tratamento. Isto está totalmente errado, porque o tratamento dura 6 meses.
PRECONCEITO
PORQUE AS PESSOAS QUEREM SE AFASTAR DE QUEM TEM TUBERCULOSE?
Isso pode ser por medo. Quando a gente não entende como pega a doença e como se proteger surge o medo. Isso é normal. A informação nos ajuda a controlar o medo.
Então, para controlar este medo, é preciso saber como se proteger. Veja abaixo algumas informações importantes:1- Procure saber se o doente esta se tratando corretamente, porque se for assim, depois de 15 a 30 dias ele já não elimina os bacilos da TB e, conseqüentemente, não transmite a doença.2- Abrir janelas para permitir a ventilação.3- Lembrar o doente de que ele tem que cobrir a boca quando tossir.4- Procurar um profissional de saúde para orientação
É preciso levar em consideração que ajudar o doente a fazer o tratamento acaba com o problema e que o apoio da família e dos amigos é fundamental para vencermos as dificuldades.E não se esqueça que a tuberculose CURA completamente e que qualquer pessoa pode adoecer com tuberculose.Pensando sobre estes pontos percebemos que devemos AJUDAR O DOENTE E EVITAR O BACILO!
- O Brasil, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), está em 16º lugar entre os países com maior número de casos da doença.
- Cerca de 30% dos brasileiros portadores do HIV (vírus da AIDS) manifestam, em algum estágio da vida, a tuberculose.
- A doença vem sendo considerada, desde 1.993, UMA EMERGÊNCIA GLOBAL.
- No Brasil, a partir de 2.003, a tuberculose ganhou posição de DOENÇA DE CONTROLE PRIORITÁRIO, devido à AIDS (em 2.006, essa foi a primeira causa de morte entre os portadores de HIV).
- Em 2.007, houve 80 mil casos da doença com 5 mil ÓBITOS.
O Brasil está intensificando as CAMPANHAS DE COMBATE À TUBERCULOSE, realizando busca-ativa dos doentes e comunicantes e garantindo consulta mensal e medicação gratuita até a cura (que dura cerca de 6 meses) à todos os portadores da doença através do SUS.
Já conseguimos erradicar doenças muito mais perigosas que essa em nosso país, como: Varíola, Sarampo, Poliomielite e outras!!!
Portanto: se você tiver tosse, com ou sem catarro, por mais de 4 semanas, vá à um Posto de Saúde mais próximo de sua residência e faça o exame de escarro. Não dói.
Você é o maior responsável pela propagação dessa doença.
Abaixo eu deixo pra você algumas perguntas e respostas mais frequentes sobre a tuberculose. Se você tiver mais alguma dúvida é só deixar neste blog que eu responderei com muito prazer!!!
A CAUSA DA TUBERCULOSE (TB)
O QUE É TUBERCULOSE (TB)?
A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um micróbio chamado "bacilo de Koch". É uma doença contagiosa, quer dizer, que passa de uma pessoa para outra. É uma doença que atinge principalmente os pulmões, mas pode ocorrer em outras partes do nosso corpo, como nos gânglios, rins, ossos, intestinos e meninges.
PNEUMONIA OU GRIPE MAL CURADAS PODEM CAUSAR A TUBERCULOSE (TB)?Não. Como já foi dito, a tuberculose é causada por um micróbio chamado "bacilo de Koch", que não tem "ligação" com a pneumonia e a gripe. Sem o bacilo de Koch, não existe a tuberculose. Exposição a friagem (como por exemplo, "abrir geladeira sem camisa" e "tomar gelado") também não causam tuberculose, pelo mesmo motivo.
A TRANSMISSÃO DA TUBERCULOSE COMO SE PEGA A DOENÇA?
Quando o doente tosse, fala ou espirra ele espalha no ar gotas pequenas, mas muito pequenas mesmo com o micróbio da TB. Aí, uma pessoa com boa saúde, que respire este ar, pode levar este micróbio para o seu pulmão. É assim que acontece o contágio: o micróbio da TB (bacilo de Koch) penetra no organismo das pessoas pela respiração. Portanto, a tuberculose não se transmite pelo sexo, pelo sangue contaminado, pelo beijo, pelo copo, pelos talheres, pela roupa, pelo colchão ...
A TB SÓ SE TRANSMITE PELO AR.TODAS AS PESSOAS QUE ENTRARAM EM CONTATO COM O BACILO VÃO ADOECER?
Não. Na maior parte das vezes o organismo resiste e a pessoa não fica doente. Às vezes, mesmo que o organismo resista no momento, o micróbio fica "guardado" e a pessoa pode adoecer anos mais tarde, se estiver enfraquecida ou desgastada pelo alcoolismo, aids, diabetes, câncer e outras doenças. Os idosos também têm uma chance maior de adoecer. Apenas um pequeno grupo de pessoas pode ter a doença logo após o contato com o micróbio. E quando isto acontece, em geral, são pessoas debilitadas, crianças e idosos.
TODO PACIENTE COM TUBERCULOSE PODE TRANSMITIR A DOENÇA?
Não, somente os pacientes com a doença no pulmão que sejam bacilíferos, ou seja, aqueles que eliminem o "bacilo de Koch" no ar. Quem tem TB em outras partes do corpo não transmite a doença, porque não elimina os bacilos de Koch pela tosse. Os doentes de TB que já estão em tratamento não oferecem perigo de contágio, pois a partir do início do tratamento o risco de contágio vai diminuindo, um dia depois do outro e com 15 dias tomando corretamente os medicamentos já é muito provável que o paciente não esteja mais eliminando os bacilos de Koch.
AS PESSOAS QUE MORAM COM UM PACIENTE COM TUBERCULOSE PODEM PEGAR A DOENÇA?
Sim. A maior fonte de transmissão da TB é o doente com a doença no pulmão, porque ele elimina bacilos pela tosse, fala e espirro. Por isto as pessoas que convivem com ele, principalmente na mesma casa, antes do início do tratamento correto, são aquelas que têm maior risco de adquirir o bacilo. E os vizinhos? E os colegas de trabalho? E dentro do ônibus? Na escola?As dúvidas são freqüentes e não dá para discutir todas as possibilidades, uma a uma. O certo mesmo é entender como se pega a TB e, a partir daí, o que pode facilitar ou dificultar o contágio. Para isto veja a seguir, 3 (três) situações que facilitam o contágio e o que pode ser feito em cada uma delas, para dificultar que o contágio aconteça.
O QUE FACILITA O CONTÁGIO
1ª. Situação: DOENTE BACILÍFERO (que elimina muitos bacilos pela tosse, pelo espirro, pela fala)O QUE FAZER: Iniciar o tratamento o mais rapidamente possível e cobrir a boca ao tossir ou espirrar.
2ª. Situação: AMBIENTE (LOCAL) POUCO AREJADOO QUE FAZER: Abrir portas e janelas.
3ª. Situação: MAIOR TEMPO DE CONTATO COM OS DOENTES. QUER DIZER: CONVIVER COM O DOENTE MUITAS HORAS POR DIA ou POR NOITE, DURANTE MUITOS DIAS SEGUIDOS.O QUE FAZER: Procurar orientação na unidade básica de saúde.
No caso de dúvidas, confira estas informações e se isto ainda não for suficiente para encontrar a resposta, procure o posto de saúde mais próximo de sua casa e tire as suas dúvidas.
É PRECISO SEPARAR COPOS, TALHERES, PRATOS E OUTROS UTENSÍLIOS DO PACIENTE COM TUBERCULOSE?
Não, estes não transmitem o "bacilo de Koch", porque a transmissão é feita pelo ar, pela respiração. O bacilo de Koch que saiu do pulmão de uma pessoa e foi "engolido" por outra pessoa não causa a tuberculose. A gente tem que "botar na cabeça" que se não tiver o bacilo, não tem a tuberculose.
QUANTO TEMPO LEVA, DEPOIS DO CONTATO, PARA FICAR DOENTE?
O bacilo de Koch entra no pulmão e, a partir daí, pode acontecer 2 coisas:1- O bacilo fica vivo, mas "quieto" sem causar a TB. É o que se chama de TB infecção..2- Ir aumentando o número de bacilos até multiplicar e fazer mal ao pulmão. O tempo para adoecer pode variar de semanas até anos, dependendo da resistência da pessoa.
QUANDO ATENDEM UM DOENTE COM TUBERCULOSE?
Os profissionais atendem doentes com tuberculose todos os dias durante muitas horas. Por isso eles têm um risco maior de "respirar bacilos". Então, uma solução para não pegar bacilos, ou seja, se infectar é usar máscaras.
PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE
PODE-SE PREVENIR A TUBERCULOSE?
Como já foi dito se não tiver o bacilo, não tem a tuberculose. Por isto, para prevenir a doença, é muito importante identificar rapidamente os pacientes com tuberculose para tratá-los logo, reduzindo a chance de contaminação do ar. E, se o ar não fica contaminado, evita-se a transmissão do bacilo para outras pessoas.Mas, todo mundo sabe que a tuberculose está muito ligada à pobreza, mas é importante saber que isto acontece não pela pobreza em si, mas pelas condições de vida das pessoas empobrecidas. Elas são, por exemplo, e salvo algumas exceções, as que têm maior dificuldade em conseguir o atendimento adequado quando se sentem doentes e as que vivem em casas precárias.Para prevenir a TB é importante melhorar as condições de habitação para diminuir a chance do contágio. Se há muitas pessoas dormindo no mesmo quarto, em casas mal ventiladas e onde não bate sol, o risco de contágio é muito maior.Há também medidas de proteção individual, como a vacinação com BCG e a prevenção com remédio, que se chama quimioprofilaxia. A vacina BCG é aplicada no primeiro mês de vida e é capaz de prevenir as formas mais graves da doença, nas crianças.A quimioprofilaxia, que consiste em tomar remédios por seis meses, está indicada para algumas pessoas que não estão doentes, mas que apresentam um grande risco de adoecer. É sempre indicada por um profissional de saúde, depois de uma consulta.
O QUE SENTE UM DOENTE COM TUBERCULOSE NO PULMÃO?
O sintoma mais freqüente da TB pulmonar no adulto é a TOSSE. Toda pessoa que apresente tosse que dure 3 semanas ou mais é chamada de SINTOMÁTICO RESPIRATÓRIO e deve ser encaminhada ao médico para pesquisa de TB. Outros sintomas são: febre (mais freqüente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento e cansaço fácil. O doente pode apresentar todos esses sintomas, mas pode ter somente uma tosse que às vezes até passa desapercebida. Muitas vezes as pessoas pensam que sua tosse é "comum", porque são fumantes, ou que é uma bronquite ou gripe mal curada, e não dão importância.
TUBERCULOSE PODE CAUSAR IMPOTÊNCIA?
A doença, em si, não. O que pode acontecer com a pessoa doente e enfraquecida é uma indisposição para o relacionamento sexual. Entretanto, com o tratamento adequado, os sintomas de fraqueza e indisposição desaparecem, possibilitando ao paciente retomar a sua vida normalmente.
DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE
QUE EXAMES SÃO NECESSÁRIOS PARA DIAGNOSTICAR A TUBERCULOSE?
Toda a pessoa que apresente tosse por 3 ou mais semanas deverá procurar o Posto de Saúde mais próximo de sua residência, para ser avaliado por um médico e fazer o exame do escarro (baciloscopia). Este exame é muito importante porque permite descobrir aqueles doentes que eliminam os bacilos e que são, portanto, fonte de transmissão.É indispensável realizar o exame de escarro para um diagnóstico correto e é muito importante a colheita adequada do escarro, para que se garanta a qualidade do exame. Por isto, peça ao profissional de saúde que explique muito bem como fazer. Além do exame de escarro, o profissional de saúde também poderá pedir uma radiografia do tórax. Outros exames, como a cultura de escarro e um teste chamado PPD também podem ser necessários.
O PACIENTE COM TUBERCULOSE PRECISA FAZER O TESTE DA AIDS?
Sim, é recomendável que seja realizado o teste de AIDS (chamado ELISA anti-HIV), desde que o paciente CONCORDE em fazer. É importante conversar com o médico do Posto de Saúde para que sejam esclarecidas todas as dúvidas em relação ao teste de AIDS.
PRECISO PAGAR PELOS EXAMES?Não, são totalmente gratuitos e disponíveis na maior parte dos Postos de Saúde do seu município.
TRATAMENTO
A TUBERCULOSE TEM CURA?
SIM, todo paciente com tuberculose pode ser curado, desde que siga corretamente as orientações do médico e dos demais profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento.
A TUBERCULOSE MATA?
Sim. Se uma pessoa com TB não se tratar adequadamente a sua probabilidade de morrer é grande. E quando o paciente com tuberculose abandona por conta própria o tratamento, isto possibilita o surgimento de "bacilos de Koch" resistentes aos remédios que hoje usamos para tratar a doença, dificultando o tratamento e podendo levar à morte ainda mais facilmente.
QUE REMÉDIOS SÃO USADOS NO TRATAMENTO DA DOENÇA?
Na maior parte dos casos são utilizados dois medicamentos: duas cápsulas vermelhas que contém os remédios rifampicina e isoniazida e quatro comprimidos brancos que contém o medicamento pirazinamida.
POR QUANTO TEMPO OS REMÉDIOS SÃO USADOS?
O tempo necessário para o tratamento da tuberculose é, em geral, seis meses.
É NECESSÁRIO COMPRAR OS REMÉDIOS?
Não, os remédios da tuberculose são distribuídos gratuitamente nos Postos de Saúde do seu município.
COMO DEVEM SER TOMADOS OS REMÉDIOS?
São tomados preferencialmente pela manhã, em jejum. Mas, em algumas situações especiais, o médico pode orientar outras formas de tomar os medicamentos.
OS REMÉDIOS TÊM EFEITOS COLATERAIS (Reações ou efeitos não desejados)?
Sim, eles não são freqüentes mas podem ocorrer. Os remédios as vezes provocam enjôos, vômitos, indisposição e mal estar geral. Mas, mesmo que isto aconteça não se deve suspender os remédios, porque frequentemente isto se resolve com medidas muito simples, que serão indicadas pelos profissionais de saúde responsáveis pelo tratamento do paciente. Não há justificativa para parar o tratamento, a não ser por expressa orientação do médico. Por isso, ao sentir alguma coisa, a pessoa deve procurar logo o seu médico.Atenção! Ter urina de coloração avermelhada durante o tratamento é um efeito esperado e não tem nenhum problema. A cor das fezes também pode ficar alterada.
É PRECISO PARAR DE TOMAR BEBIDA ALCOÓLICA?
Sim, não se pode tomar os remédios e continuar a beber álcool (cerveja, uísque, cachaça, conhaque e outros), pois há risco de graves complicações, como por exemplo, hepatite. Mas, tem gente que tem uma grande dependência do álcool (não consegue parar de beber). Neste caso, converse sobre isto com o médico que está fazendo o acompanhamento do caso e não deixe de tomar os medicamentos, a não ser que seja orientado para isto.
É PRECISO PARAR DE FUMAR?
É aconselhável que o paciente pare de fumar, o que acaba por melhorar sua saúde como um todo. Mas se a pessoa não consegue parar de fumar de jeito algum, deve continuar a tomar os remédios e avisar ao médico que a acompanha sobre isto.
UMA MULHER GRÁVIDA PODE FAZER O TRATAMENTO DA TUBERCULOSE?
Sim, pois os remédios costumam ser seguros. A gestante em tratamento para tuberculose deverá esclarecer dúvidas sobre seu estado e os possíveis efeitos dos medicamentos sobre o bebê, com o médico responsável pelo tratamento. A mãe que teve já teve seu bebê pode amamentá-lo normalmente. Se ainda estiver no início da doença e ainda puder transmitir pela tosse, deve ser orientada por um médico de como fazê-lo. O bebê deve ter um acompanhamento especial.
TEM ALGUM MEDICAMENTO QUE INTERFERE NOS REMÉDIOS DA TUBERCULOSE?
É muito importante que o paciente informe ao médico os remédios que esteja utilizando. Por exemplo, os medicamentos "vermelhos" podem reduzir a efetividade da pílula anticoncepcional. Todas as dúvidas em relação aos medicamentos deverão ser esclarecidas com o médico que acompanha o paciente.
O QUE É TRATAMENTO SUPERVISIONADO?
É uma estratégia recomendada pela Organização Mundial de Saúde, pelo Ministério da Saúde e pelo Programa de Controle de Tuberculose do Estado do Rio de Janeiro para controlar a tuberculose. Entre outras coisas, no tratamento supervisionado um profissional de saúde ou uma pessoa treinada para isto, deve observar o doente tomando/engolindo os remédios. Desta forma a equipe fica mais próxima do doente, que pode assim conversar sobre suas dúvidas e não esquece e nem para de tomar os remédios. Tomar os remédios da forma correta é fundamental para a cura da tuberculose e para evitar que o doente transmita a doença.
O PACIENTE COM TUBERCULOSE PODE TRABALHAR?
Sim. O afastamento do trabalho vai depender das suas condições físicas. Em geral, recomenda-se que o paciente se mantenha afastado de suas atividades por 15 a 30 dias após o início do tratamento, período em que habitualmente deixa de contaminar o ar ambiente.
QUANDO O PACIENTE PRECISA INTERNAR?
Na maioria dos casos o tratamento deve ser ambulatorial. Quer dizer: no posto de saúde, centro de saúde, ambulatório. Mas, se o diagnóstico não for realizado o mais rápido possível e demore muito tempo para começar o tratamento, o quadro pode se agravar, ou seja, o pulmão pode ficar muito prejudicado pelo bacilo obrigando o paciente a receber cuidados especiais. Uma destas complicações é quando o paciente tosse com muito sangue e nesse caso tem que internar.No caso de tuberculose em outras partes do corpo, é necessária a avaliação do médico para saber se existem complicações ou outras condições que indiquem a internação. Mas, no caso da meningite tuberculosa não tem dúvidas; o paciente precisa ser internado. Às vezes o estado geral do doente é bastante precário e ele vai necessitar da internação para se recuperar e poder continuar o tratamento no ambulatório.
O QUE ACONTECE SE ABANDONAR O TRATAMENTO?
Vamos dar um exemplo. Vamos supor que quando uma pessoa começa a se tratar ela tenha 100 bacilos. Aí, ela começa a tomar os remédios e morrem os 80 mais fracos. Sobram 20. Os 20 mais fortes!! Então, ela se sente melhor e resolve, por causa disto, parar de se tratar. Os 20 bacilos que sobraram começam a se multiplicar e a pessoa fica novamente doente ou pode vir a ter uma TB causada por bacilos fortes, que os remédios que o doente estava usando têm dificuldade para matar (TUBERCULOSE RESISTENTE). Vai ter que tomar mais remédios e por mais tempo!!! E pode não curar.
COMO SABER SE A TUBERCULOSE ESTÁ CURADA?
Somente o médico pode avaliar se o doente está curado ou não. Muitas vezes, o paciente melhora após um mês de tratamento (desaparece a febre, melhora o apetite, há ganho de peso) e abando na o tratamento. Isto está totalmente errado, porque o tratamento dura 6 meses.
PRECONCEITO
PORQUE AS PESSOAS QUEREM SE AFASTAR DE QUEM TEM TUBERCULOSE?
Isso pode ser por medo. Quando a gente não entende como pega a doença e como se proteger surge o medo. Isso é normal. A informação nos ajuda a controlar o medo.
Então, para controlar este medo, é preciso saber como se proteger. Veja abaixo algumas informações importantes:1- Procure saber se o doente esta se tratando corretamente, porque se for assim, depois de 15 a 30 dias ele já não elimina os bacilos da TB e, conseqüentemente, não transmite a doença.2- Abrir janelas para permitir a ventilação.3- Lembrar o doente de que ele tem que cobrir a boca quando tossir.4- Procurar um profissional de saúde para orientação
É preciso levar em consideração que ajudar o doente a fazer o tratamento acaba com o problema e que o apoio da família e dos amigos é fundamental para vencermos as dificuldades.E não se esqueça que a tuberculose CURA completamente e que qualquer pessoa pode adoecer com tuberculose.Pensando sobre estes pontos percebemos que devemos AJUDAR O DOENTE E EVITAR O BACILO!
"COQUETEL" DE CURIOSIDADES!!!
TOMATE: FONTE DE LICOPENO!!!!
Um estudo desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia traz informação relevante sobre o frequentador mais assíduo da maioria das cozinhas brasileiras: O TOMATE.
Confirma-se uma pesquisa anterior, feita por médicos ingleses, segundo a qual o fruto pode PREVENIR O CÂNCER DE PELE.
A razão é simples: o tomate contém LICOPENO, substância importante na PRODUÇÃO DE COLÁGENO.
Além disso, o licopeno ELIMINA OS RADICAIS LIVRES liberados quando as células morrem ou sofrem algum dano.
Vale, então, comer umas saladinhas de tomate, né???
Agora, cuidado:
o tomate, durante o cultivo, recebe, de um modo geral, muito AGROTÓXICO - salvo aquelas plantações em que se dá lugar à cultura orgânica.
Então, é preciso LAVAR MUITO BEM o fruto antes do consumo ou do preparo de alimento à base de tomate!!!
Um estudo desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia traz informação relevante sobre o frequentador mais assíduo da maioria das cozinhas brasileiras: O TOMATE.
Confirma-se uma pesquisa anterior, feita por médicos ingleses, segundo a qual o fruto pode PREVENIR O CÂNCER DE PELE.
A razão é simples: o tomate contém LICOPENO, substância importante na PRODUÇÃO DE COLÁGENO.
Além disso, o licopeno ELIMINA OS RADICAIS LIVRES liberados quando as células morrem ou sofrem algum dano.
Vale, então, comer umas saladinhas de tomate, né???
Agora, cuidado:
o tomate, durante o cultivo, recebe, de um modo geral, muito AGROTÓXICO - salvo aquelas plantações em que se dá lugar à cultura orgânica.
Então, é preciso LAVAR MUITO BEM o fruto antes do consumo ou do preparo de alimento à base de tomate!!!
"COQUETEL" DE CURIOSIDADES!!!
UM LEITE "CAMPEÃO"!!!!!
Durante os sete primeiros dias, o que sairá do peito da mãe será o COLOSTRO, que por ser muito nutritivo pode ser chamado até de LEITE CAMPEÃO. Ele tem aparência viscosa e amarelada, contém pouco açúcar e gorduras, mas muitos SAIS MINERAIS, VITAMINAS E PROTEÍNAS.
É uma espécie de LEITE MATERNO CONCENTRADO, cheio de ANTICORPOS e NUTRIENTES importantes para o recém-nascido e, por causa dos inúmeros BENEFÍCIOS e da PROTEÇÃO que dá à saúde do bebê, é apontado como uma espécie de ALIMENTO-VACINA.
Esse leite é produzido em pequena quantidade, mas o pouco do colostro significa muito.
Além de proteínas, vitaminas e minerais como o SÓDIO e o ZINCO, o colostro é rico em FATORES DE DEFESA, que revestem a mucosa do intestino do bebê, protegendo-o do ataque de bactérias, vírus e outros rivais da saúde do pequeno.
ENTÃO: AMAMENTE!!!!
Durante os sete primeiros dias, o que sairá do peito da mãe será o COLOSTRO, que por ser muito nutritivo pode ser chamado até de LEITE CAMPEÃO. Ele tem aparência viscosa e amarelada, contém pouco açúcar e gorduras, mas muitos SAIS MINERAIS, VITAMINAS E PROTEÍNAS.
É uma espécie de LEITE MATERNO CONCENTRADO, cheio de ANTICORPOS e NUTRIENTES importantes para o recém-nascido e, por causa dos inúmeros BENEFÍCIOS e da PROTEÇÃO que dá à saúde do bebê, é apontado como uma espécie de ALIMENTO-VACINA.
Esse leite é produzido em pequena quantidade, mas o pouco do colostro significa muito.
Além de proteínas, vitaminas e minerais como o SÓDIO e o ZINCO, o colostro é rico em FATORES DE DEFESA, que revestem a mucosa do intestino do bebê, protegendo-o do ataque de bactérias, vírus e outros rivais da saúde do pequeno.
ENTÃO: AMAMENTE!!!!
"COQUETEL" DE CURIOSIDADES!!!
PRECOCE!!!
SERÁ???
Os adolescentes começam a ingerir BEBIDAS ALCOÓLICAS com apenas 13 anos.
Foi isso que constatou uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP).
Após entrevistar 1.277 estudantes da rede pública de São José do Rio Preto, entre 12 e 17 anos, verificou-se que 74,5% dos adolescentes CONSOMEM ÁLCOOL.
Outros 18% assumem que bebem até ficarem COMPLETAMENTE EMBRIAGADOS.
A prática espões os jovens a SITUAÇÕES DE RISCO como:
- BRIGAS
- ACIDENTES DE TRÂNSITO
- INTOXICAÇÃO E ATÉ COMA.
Na tentativa de evitar maiores problemas, um grande número de pais permite que os filhos, menores, BEBAM DENTRO DE CASA!!!
Agora eu pergunto: É MOLE???
SERÁ???
Os adolescentes começam a ingerir BEBIDAS ALCOÓLICAS com apenas 13 anos.
Foi isso que constatou uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP).
Após entrevistar 1.277 estudantes da rede pública de São José do Rio Preto, entre 12 e 17 anos, verificou-se que 74,5% dos adolescentes CONSOMEM ÁLCOOL.
Outros 18% assumem que bebem até ficarem COMPLETAMENTE EMBRIAGADOS.
A prática espões os jovens a SITUAÇÕES DE RISCO como:
- BRIGAS
- ACIDENTES DE TRÂNSITO
- INTOXICAÇÃO E ATÉ COMA.
Na tentativa de evitar maiores problemas, um grande número de pais permite que os filhos, menores, BEBAM DENTRO DE CASA!!!
Agora eu pergunto: É MOLE???
"COQUETEL" DE CURIOSIDADES!!!
OS VÁRIOS LEITES.
Da vaca só sai um tipo de leite, mas no mercado pode ser encontrada uma grande variedade desse líquido tão importante para fornecer cálcio ao organismo.
Veja alguns dos tipos mais comuns e suas principais características:
O INTEGRAL tem mais gordura e valor calórico.
O DESNATADO é indicado para quem precisa emagrecer ou controlar o colesterol.
O leite de SOJA tem isoflavona (proteína isolada da soja). Esse elemento é importante para reduzir os sintomas da menopausa.
O leite com FERRO é indicado para gestantes, isso porque na gravidez ocorre tendência à anemia.
O leite com reforço de CÁLCIO é procurado por vegetarianos para complementar a alimentação.
Já o leite com BAIXA LACTOSE se destina às pessoas com dificuldade na digestão dessa proteína, por terem deficiência da enzima lactase.
Da vaca só sai um tipo de leite, mas no mercado pode ser encontrada uma grande variedade desse líquido tão importante para fornecer cálcio ao organismo.
Veja alguns dos tipos mais comuns e suas principais características:
O INTEGRAL tem mais gordura e valor calórico.
O DESNATADO é indicado para quem precisa emagrecer ou controlar o colesterol.
O leite de SOJA tem isoflavona (proteína isolada da soja). Esse elemento é importante para reduzir os sintomas da menopausa.
O leite com FERRO é indicado para gestantes, isso porque na gravidez ocorre tendência à anemia.
O leite com reforço de CÁLCIO é procurado por vegetarianos para complementar a alimentação.
Já o leite com BAIXA LACTOSE se destina às pessoas com dificuldade na digestão dessa proteína, por terem deficiência da enzima lactase.
"COQUETEL" DE CURIOSIDADES!!!
CHECK-UP!!!
MULHERES:
- Câncer cérvico-uterino (a partir da primeira relação sexual ou entre 18 e 21 anos, fazer exame papanicolau anualmente).
- Câncer de mama (fazer mamografia entre 35 e 40 anos; anualmente a partir dos 40 anos).
- Câncer de ovário (a partir de 35 anos, ultrassom transvaginal a cada dois anos).
- Osteoporose (fazer densitometria óssea entre 40 e 45 anos).
HOMENS:
- Câncer de próstata (fazer exames de PSA no sangue a partir dos 40 anos e de toque retal se o PSA estiver alterado, de acordo com orientação médica).
AMBOS OS SEXOS:
- Doenças do coração (avaliação cardíaca aos 20 anos - a primeira).
- Câncer de cólon (a partir dos 40 anos, uma retossigmoidoscopia e exames de fezes frequentes, para detectar presença de sangue oculto nas fezes, e colonoscopia para quem tem histórico familiar de câncer no intestino).
- Outros exames de sangue que devem ser realizados pelo menos uma vez por anos: Hemograma completo, Glicemia em jejum, Colesterol total e frações, Triglicérides, Uréia, Creatinina, Ácido úrico, TSH e T4 livre (para verificar o funcionamento da tireóide), TGO e TGP (para verificar o funcionamento do fígado), e aproveite para realizar anualmente o teste de anti-HIV (não custa nada, né!!!).
- Exames de PPF (parasitológico de fezes) e Urina I.
MULHERES:
- Câncer cérvico-uterino (a partir da primeira relação sexual ou entre 18 e 21 anos, fazer exame papanicolau anualmente).
- Câncer de mama (fazer mamografia entre 35 e 40 anos; anualmente a partir dos 40 anos).
- Câncer de ovário (a partir de 35 anos, ultrassom transvaginal a cada dois anos).
- Osteoporose (fazer densitometria óssea entre 40 e 45 anos).
HOMENS:
- Câncer de próstata (fazer exames de PSA no sangue a partir dos 40 anos e de toque retal se o PSA estiver alterado, de acordo com orientação médica).
AMBOS OS SEXOS:
- Doenças do coração (avaliação cardíaca aos 20 anos - a primeira).
- Câncer de cólon (a partir dos 40 anos, uma retossigmoidoscopia e exames de fezes frequentes, para detectar presença de sangue oculto nas fezes, e colonoscopia para quem tem histórico familiar de câncer no intestino).
- Outros exames de sangue que devem ser realizados pelo menos uma vez por anos: Hemograma completo, Glicemia em jejum, Colesterol total e frações, Triglicérides, Uréia, Creatinina, Ácido úrico, TSH e T4 livre (para verificar o funcionamento da tireóide), TGO e TGP (para verificar o funcionamento do fígado), e aproveite para realizar anualmente o teste de anti-HIV (não custa nada, né!!!).
- Exames de PPF (parasitológico de fezes) e Urina I.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
CUIDADO COM AS ENCHENTES!!!!
Durante o verão, muitas cidades sofrem com as enchentes!!! Com as águas que cobrem nossas ruas, vem também muitos problemas visíveis como a própria sujeira que invade as casas, comércio e outros, como também problemas invisíveis a olho nú como: leptospirose, micoses, hepatite A e outras doenças.
Aqui vai algumas dicas de como evitar essas doenças:
- evite andar descalço nas águas das enchentes; se tiver que caminhar nessas águas, use calça jeans ou de outro tecido mais grosso, sem arregaçá-las, cobrindo toda a perna, ajude colocando a calça dentro das meias ou utilize botas de borracha, sempre usando meias. Quando chegar a um lugar seguro e seco, retire tudo que estiver molhado e lave-se com água corrente e sabonete, Deixe sempre alimento protegidos em lugar seco.
Aqui também deixo a explicação de algumas das doenças provocadas pelas enchentes. Qualquer dúvida é só deixar neste blog que eu responderei com certeza!!!
LEPTOSPIROSE
_____________________________________________________________________
Devido ao aumento do número de casos de Leptospirose nesta época do ano, a Divisão de Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está divulgando aos profissionais de saúde o seguinte Informe Técnico, como orientação de conduta.
A Leptospirose é doença sistêmica aguda, causada por uma bactéria do gênero Leptospira, acometendo o homem e os animais e caracterizada por intensa vasculite.
É doença de notificação compulsória que ocorre durante o ano todo, porém sua maior incidência se dá nos meses de verão, devido às chuvas e enchentes que ocorrem nesta época do ano e, consequentemente, ao contato humano com urina de roedores contaminada com a bactéria.
Seu quadro clínico varia desde infecção assintomática até quadros graves que levam o paciente ao óbito.
Como definição de caso suspeito temos: pacientes que apresentem febre, mialgia (mais em panturrilhas), vômitos, calafrios, diminuição do volume urinário, hiperemia de conjuntiva e icterícia ou que apresentem sinais e sintomas de processo infeccioso inespecífico com antecedentes epidemiológicos de risco, tais como contato com água ou lama de enchentes, água de córregos, rios e lagos, fossa, esgoto, lixo, material para reciclagem, urina de animal doente ou contato direto com urina de roedores.
O Período de Incubação é de 1 a 30 dias, sendo, em média, de 7 a 15 dias.
Em seu espectro clínico, há formas leves que são confundidas com dengue ou outras viroses e formas moderadas e graves que cursam com ou sem icterícia, podendo acometer vários sistemas e apresentando, dependendo do grau de acometimento, as seguintes repercussões: insuficiência renal aguda, acometimento pulmonar desde tosse até hemorragia alveolar (maior causa de óbito em nosso meio), manifestações gastrointestinais, meningite e outras manifestações neurológicas, miocardite, entre outras.
Exames
Para a confirmação diagnóstica:
sangue para Teste de ELISA-IgM colhido a partir do 7º dia do início da doença; se o estado geral do paciente não for satisfatório, colher sangue no momento da admissão e verificar a relação entre a data da coleta e a data do início dos sintomas; se o resultado da sorologia for negativo e esta foi colhida antes do 7º dia, colher nova amostra após o 7º dia. Sempre que for colhida uma 2ª amostra, com intervalo mínimo de 7 dias entre a 1ª e a 2ª amostras, será realizada a Reação de Microaglutinação das duas amostras.
Para tratamento e acompanhamento hospitalar do paciente:
exames rotineiros: hemograma completo com contagem de plaquetas, sódio, potássio, uréia e creatinina, transaminases, bilirrubinas, CK e CK-MB, fosfatase alcalina, gama-GT, coagulograma e Urina tipo I.
exames especiais: quando a clínica do paciente indicar a necessidade, por exemplo: RX de tórax e gasometria quando houver tosse, taquipnéia, escarros hemoptóicos; ECG quando houver taquicardia, arritmias; líquor quando houver sinais de irritação meníngea (sua necessidade deverá ser pesada frente ao risco de sangramento devido à plaquetopenia); ultrassonografia de fígado e vias biliares quando da suspeita de colecistite calculosa e colangite; tomografia computadorizada de crânio nos casos de coma com suspeita de hemorragia intracraniana; tomografia computadorizada de abdome na suspeita de pancreatite; ecodopplercardiografia nos casos de disfunção miocárdica.
Conduta
1 - Casos Leves:
seguimento ambulatorial nos casos sintomáticos com orientação de repouso, hidratação adequada, coleta de exames para diagnóstico específico, retornos diários para avaliação da evolução dos sintomas (função renal, surgimento de icterícia e sintomas respiratórios) e retorno imediato em caso de piora.
Tratar com Amoxicilina 500 mg VO 8/8hs ou Doxiciclina 100 mg VO 12/12hs por 5 a 7 dias. Devido aos seus efeitos adversos, a Doxiciclina, por ser uma Tetraciclina, não deve ser utilizada em crianças menores de 9 anos, mulheres grávidas e pacientes portadores de nefropatias ou hepatopatias.
2 - Casos Moderados e Graves:
- Pulmão:
. Hemorragia pulmonar evidente: tentar CPAP; se não houver melhora gasométrica e clínica, realizar entubação
. Clínica de Insuficiência Respiratória e RX de tórax com padrão de hemorragia alveolar ou SARA, realizar entubação precoce.
. Sempre que possível realizar gasometria; se a PaO2 <> 60 mmHg ou SatO2 > 90% e relação PO2/FiO2 > 200.
- Sistêmico:
. Reposição volêmica: instalar PVC, se necessário, através de intracath ou dissecação de veia nos casos de alto risco de sangramento (plaquetas <>60 mmHg. Na falta de Noradrenalina, a Dopamina pode ser utilizada na dose inicial de 5 µg/kg/min com acréscimos de 2 a 3 µg/kg/min, visando manter a PAM >60 mmHg. A Dobutamina pode ser associada ou usada isoladamente nos casos de disfunção miocárdica e ICC (choque cardiogênico) na dose inicial de 5µg/kg/min com acréscimos de 2 a 3 µg/kg/min, visando manter a PAM> 60 mmHg. Pacientes que evoluem com hipotensão refratária à reposição volêmica são candidatos à monitorização hemodinâmica invasiva com cateter de artéria pulmonar, para melhor controle da volemia e das drogas vasoativas.
- Renal:
. Se mantiver oligúria após hidratação adequada, pode-se tentar revertê-la com Furosemida na dose de 100 mg.
. Controle diário da diurese, da uréia e creatinina plasmática (lembrar das formas não oligúricas da insuficiência renal).
. No caso de insuficiência renal aguda oligúrica instalada, indicar diálise (de preferência, a hemodiálise) precocemente e diária, para retirar volume em casos de insuficiência respiratória. Em locais onde a hemodiálise não puder ser realizada deve ser feita a diálise peritoneal, a qual também deve ser iniciada rapidamente nos pacientes oligúricos. Eventualmente, um paciente com poliúria pode não ser dialisado desde que esteja bem clinicamente, independente dos níveis de uréia e creatinina.
. Nos casos de hipopotassemia grave (K menor de 2,5 mEq/l), acompanhada ou não de arritmia cardíaca, repor potássio na velocidade de 0,5 mEq/kg/h até no máximo de 10 a 20 mEq/h, diluído em soluções de no máximo 80 mEq/l, durante 2 horas, reavaliando com novas dosagens de K. Repor com cautela na presença de insuficiência renal. Nas hipopotassemias mais leves, aumentar o K na manutenção.
- Hemorragia:
. Nos casos de sangramento, se as plaquetas estiverem abaixo de 30.000/mm3, administrar concentrado de plaquetas.
. Se o Coagulograma estiver alterado (TP elevado, AP diminuído, TS e TC aumentados), administrar vitamina K e plasma.
. Prevenção de hemorragia digestiva: Pantoprazol (40mg EV 12/12hs) ou Omeprazol (40mg EV 12/12hs) ou Ranitidina (50mg EV 8/8hs ou 6/6hs).
- Cardíaco:
. Arritmias cardíacas (fibrilação atrial e extrassístoles supra e ventriculares): corrigir inicialmente os distúrbios hidroeletrolíticos; caso persistam as arritmias, tratar com Quinidina, Amiodarona, Xilocaína ou outros antiarrítmicos.
- Antibioticoterapia:
A droga de primeira escolha é a Penicilina G Cristalina na dose de 1,5 milhão de unidades, EV de 6/6 hs (6 milhões de un./dia); para crianças, 50.000 a 100.000 unidades/kg/dia em 4 ou 6 doses; alternativas à Penicilina são: Doxiciclina – 100mg VO 12/12hs e Ceftriaxone 1 g EV 12/12 hs; para crianças, Ampicilina – 50 a 100 mg/kg/dia. A duração do tratamento é de 7 dias. Obs: nos casos de suspeita de sepse de outra etiologia, instituir antibioticoterapia empírica visando a sepse.
Lembrar:
- a suspeita de qualquer forma clínica deve ser tratada e notificada no SINAN (Sistema Nacional de Agravos de Notificação) pois a Leptospirose é doença de notificação compulsória no país.
- a Antibioticoterapia está indicada em todas as formas clínicas e em qualquer período da doença.
- a existência das formas leves e moderadas anictéricas da leptospirose.
- diagnóstico diferencial com outras causas de septicemia.
- leptospirose faz diagnóstico diferencial com dengue e as duas doenças têm maior incidência nos meses de verão.
- na dúvida, aumentar o espectro microbiano.
Esse Informe Técnico foi elaborado por profissionais do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e teve sua última revisão realizada em setembro de 2006 pelos seguintes profissionais:
Prof. Dr. Antônio Seguro – médico nefrologista, livre docente de Nefrologia da FMUSP; chefe do Laboratório de Investigação Médica – LIM12/FMUSP; chefe da Unidade de Terapia Intensiva do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Márcia Regina Buzzar – médica sanitarista da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e da Gerência de Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.
Anne Spichler – médica infectologista da Gerência de Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo; aluna do Curso de Doutorado de Nefrologia da FMUSP.
HEPATITE A
__________________________________________________________________
1. Descrição da doença – início usualmente abrupto com febre, mal estar, anorexia, náusea e desconforto abdominal, e aparecimento de icterícia dentro de poucos dias. O quadro pode ser leve, com duração de 1 a 2 semanas, ou mais grave, podendo durar meses, ainda que seja uma situação rara. A convalescença é muitas vezes prolongada. A severidade, em geral está relacionada com a idade, mas geralmente o curso é benigno, sem seqüelas ou recorrências. Muitas infecções são assintomáticas, anictéricas ou leves, especialmente em crianças, e diagnosticadas apenas através de testes laboratoriais. A letalidade relaciona-se com a idade; estima-se em 0,1% para crianças menores de 14 anos, chegando a 1,1% para pessoas maiores de 40 anos. Indivíduos com hepatopatias crônicas apresentam maior risco para desenvolvimento de hepatite fulminante.
2. Agente etiológico - vírus RNA, de 27 nm de diâmetro, possui um único sorotipo, classificado como Hepatovirus e membro da família Picornaviridae.
3. Ocorrência - distribuído largamente em todo o mundo, a ocorrência pode ser esporádica ou epidêmica, com a tendência a ciclos recorrentes. Em países em desenvolvimento, os adultos são usualmente imunes, pois são acometidos na infância, devido às precárias condições de saneamento e, sendo geralmente assintomáticos, as epidemias não são comuns. Entretanto, com a melhoria de medidas sanitárias em muitas partes do mundo, observa-se que os adultos jovens tornam-se suscetíveis e o número de surtos vem aumentando. Em creches é comum a transmissão da doença em crianças e, a partir delas, para seus contatos domiciliares. As epidemias evoluem, em geral, lentamente, nos países desenvolvidos, envolvendo grandes áreas geográficas e persistindo por muitos meses. A hepatite A pode ser transmitida também por via sexual, no contato com casos na fase aguda. Viajantes de áreas de baixa circulação do vírus podem se infectar quando vão para países onde a doença é endêmica. Epidemias por fonte comum podem evoluir explosivamente. Mais recentemente, observam-se surtos freqüentes em comunidades abertas, sendo a água, ou alimentos contaminados por manipuladores, as principais fontes de transmissão.
4. Reservatório - Os seres humanos são o reservatório comum da doença e em raras ocasiões, o chimpanzé em cativeiro e outros primatas. Não há evidências de que haja transmissão desses animais para os humanos.
5. Período de incubação - De 15 a 50 dias, dependendo da dose infectante; em
média 28 a 30 dias.
6. Modo de transmissão - Normalmente pessoa-a-pessoa pela via fecal-oral. O agente da infecção é encontrado nas fezes, alcançando níveis de pico uma ou duas semanas antes do aparecimento dos sintomas ou da disfunção hepática, diminuindo rapidamente em seguida, concomitante com o aparecimento na circulação dos anticorpos para o VHA. Foram relatadas fontes comuns devido à contaminação da água e também por contaminação dos alimentos pelos preparadores/manipuladores de alimentos. Vários tipos de alimentos podem estar implicados, inclusive, os cozidos, se contaminados por contato manual após o cozimento. Alimentos crus, como frutas (especialmente morangos), verduras (alface e outras verduras de folha) e mariscos podem transmitir a doença, quando cultivados com água contaminada. Embora raros, foram reportados casos de transmissão por transfusão de sangue e hemoderivados obtidos de doadores em período de viremia. Em quase 80% dos surtos notificados ao CVE, entre os anos de 1999 a 2005, não foi possível identificar a fonte primária de infecção.
7. Período de transmissibilidade - estudos de transmissão em humanos e evidências epidemiológicas apontam para uma infectividade máxima na metade final do período de incubação, continuando por uns poucos dias após o aparecimento da icterícia (ou durante o pico de atividade da aminotransferase em casos anictéricos). A maioria dos casos torna-se não transmissível após a primeira semana de icterícia, embora excreções virais prolongadas (mais de 6 meses) tenham sido relatadas em recém-nascidos prematuros.
8. Susceptibilidade e resistência - a susceptibilidade é geral. A baixa incidência da doença com sinais manifestos em crianças e escolares sugere que as infecções leves e anictéricas são comuns. Imunidade homóloga depois da infecção provavelmente dura para toda a vida.
9. Conduta médica e diagnóstico - o diagnóstico é estabelecido pela demonstração de anticorpos IgM contra o vírus da hepatite A (IgM anti-VHA) no soro do paciente na fase aguda ou doença recente. O IgM anti-VHA pode permanecer detectável por 4 a 6 meses depois do início. Se testes de laboratório não estiverem disponíveis, as evidências epidemiológicas podem fornecer o suporte para o diagnóstico. O diagnóstico diferencial da hepatite aguda deve ser feito com colestase reacional (bacteremias por germes capsulados, como pneumococo enterobactérias), leptospirose ictérica leve, hepatites por drogas (paracetamol, isoniazida + rifampicina, cetoconazol, etc.) ou substâncias tóxicas (álcool, tetracloreto de carbono, etc.), alterações hemodinâmicas (hipóxias), colecistopatias, síndrome de Gilbert, processos expansivos neoplásicos ou granulomatosos, colangites, cirroses, etc.
10. Tratamento - como norma geral, recomenda-se o repouso até a normalização das enzimas hepáticas. A base científica para a recomendação do repouso se faz no sentido de se obter a redução do processo inflamatório e manter um fluxo sangüíneo adequado aos hepatócitos. Não há recomendações para dieta, a não ser restringir os alimentos gordurosos no período em que os sintomas digestivos são preponderantes e impedir a ingestão de bebidas alcoólicas e drogas de metabolização hepática.
11. Medidas de controle - a) notificação de casos – é compulsória a notificação de casos de hepatite A (portaria nº 33 de 14/07/2005, DOU –seção 1 nº135 - 15/07/2005) às autoridades de vigilância epidemiológica, para que se desencadeie a investigação de fontes e o controle da transmissão através de medidas preventivas (educativas e imunização passiva dos contatos) (notificação no SINAN). No caso de creches e pré-escolas, ou instituições fechadas como orfanatos, presídios, asilos e similares, recomenda-se urgência na notificação do primeiro caso à vigilância local para investigação epidemiológica visando impedir a disseminação da infecção, com aplicação de medidas higiênico-sanitárias precoces; b) notificação de surtos – é mantida a obrigatoriedade da notificação imediata de surtos (2 ou mais casos) às autoridades de vigilância epidemiológica municipal, regional ou central. A investigação de surtos de hepatite A requer levantamento cuidadoso do número de casos, identificação dos fatores de risco comuns aos casos (identificação de fontes primárias e secundárias de transmissão) e estudo analítico com entrevista de casos e controles. Orientações para surtos de ocorrência no Estado de São Paulo podem ser obtidas junto à Central de Vigilância Epidemiológica - Disque CVE, no telefone é 08000-55-5466.
c) cuidados com o paciente – a) isolamento - é necessário o isolamento e afastamento do paciente das atividades normais (se criança, isolamento e afastamento da creche, pré-escola ou escola) durante as primeiras duas semanas da doença, e não mais que 1(um) mês depois do início da icterícia; exceções devem ser avaliadas no caso de surtos em creches com crianças muito jovens, sem controle esfincteriano (uso de fraldas), onde a exposição entérica está facilitada e pode ser prolongada; b) desinfecção concorrente - disposição sanitária adequada de fezes, urina e sangue; cuidados de desinfecção em geral e máxima higiene. A utilização de cloro, ou água sanitária, é eficaz para a desinfecção de objetos, limpeza de bancadas, banheiros, chão, etc.; c) imunização de contatos de um caso - a literatura internacional recomenda que a imunização passiva com IG (imunoglobulina), 0,02 ml/Kg de peso (IM), deve ser instituída, o mais precocemente possível, ou seja, até duas semanas após a exposição ou contato com o doente. Nos surtos em creches, pré-escolas, ou instituições fechadas todos os contatos devem receber IG, principalmente se as crianças usam fraldas. Recomenda-se a aplicação da IG em todas as crianças potencialmente expostas, e também IG nos funcionários. As imunoglobulinas tem 85% de eficácia e seu efeito começa dentro de poucas horas após a aplicação. Dependendo da dose aplicada pode fornecer de 3 a 6 meses de proteção.
12. Medidas preventivas - a) educação da população quanto às boas práticas de higiene pessoal com especial ênfase na lavagem rigorosa das mãos após contato com lixo, uso do banheiro, após manipular e trocar fraldas de crianças, antes da preparação de alimentos, antes de se alimentar, ou de alimentar crianças, após contato manual com frutas e verduras não lavados ou carnes e outros alimentos crus; b) medidas de saneamento básico com a rede pública de esgoto ou construção de instalações sanitárias adequadas, evitando o despejo de esgoto em córregos ou a céu aberto, são essenciais para a redução da circulação do vírus; c) vigilância da qualidade da água com monitoramento do sistema de abastecimento público feito pelos órgãos competentes (cloro residual deve ser de 0,2 a 0,5 mg/l). Nos locais sem água tratada esta deve ser fervida por pelo menos 1 minuto após o levantamento das bolhas de fervura, ou ser tratada com adição de hipoclorito de sódio 2,5%, 1 a 2 gotas por litro. É necessário proceder à limpeza das caixas d’água e higienizar utensílios e filtros caseiros; d) cuidados com os alimentos - devem ser bem cozidos, especialmente, mariscos e frutos do mar e protegidos contra moscas. O leite deve ser fervido por pelo menos 2 minutos após o levantamento das bolhas de fervura, e as verduras e frutas necessitam ser bem lavadas e mergulhadas durante 30 minutos em solução de hipoclorito de sódio 2,5%, 15 gotas por litro de água ou conforme a orientação na embalagem do produto utilizado; e) orientação das creches e pré-escolas e instituições fechadas quanto à necessidade de medidas rígidas de higiene e prevenção, com especial ênfase à lavagem das mãos para minimizar a transmissão fecal-oral, desinfecção de objetos, bancadas, chão, berços, utensílios e na disposição sanitária de fraldas, fezes, etc.. Além da recomendação de profilaxia dos contatos com IG, nestes centros, recomenda-se a proteção dos funcionários com vacina, quando se estabelece que estas creches são local de risco, situação que deve ser avaliada na investigação epidemiológica; f) proteção de viajantes para áreas endêmicas - recomenda-se uma dose profilática de IG ou vacina para a hepatite A. Para exposições de até 3 meses aplica-se uma dose simples de IG, 0,02ml/Kg de peso, ou 2 ml para adultos; para exposições mais prolongadas, 0,06 ml/Kg peso até 5 ml, repetindo-se essa dose a cada 4 ou 6 meses se a exposição continuar. Nesses casos a vacina está indicada; g) imunização com a vacina anti-hepatite A - estudos vêm sendo realizados indicando a importância da vacinação em massa em áreas onde a circulação do vírus é alta e a infecção ocorre em crianças jovens, com quadro clínico sem muita importância. Alguns autores apontam para a necessidade de se traçar uma estratégia para o uso desta vacina, propondo sua indicação primeiramente, para os grupos que apresentarem maior risco em adquirir a infecção. Dessa perspectiva, seu uso deveria ser considerado para viajantes de regiões bem desenvolvidas para menos desenvolvidas; para crianças em creches, pré-escolas e instituições fechadas (internatos, orfanatos e similares) e para os funcionários desses centros, quando os mesmos têm papel importante na sustentação da epidemia na comunidade; para homossexuais masculinos; para usuários de drogas ilícitas e para todos aqueles para os quais o risco de transmissão seja comprovadamente importante. Em situações mais amplas, o papel desta vacina está sendo ainda investigado.
13) Medidas em epidemias - a) investigação epidemiológica – deve ser realizada imediatamente após a notificação do caso, pela equipe da VE local, buscando identificar a forma de transmissão (se pessoa-a-pessoa ou por um veículo transmissor comum), bem como identificar a população de risco; b) investigação sanitária – a equipe da vigilância sanitária deve ser acionada e com base na investigação epidemiológica deve tomar as medidas de controle; c) eliminar a fonte comum de transmissão – se, por exemplo, for um manipulador de alimentos, administrar IG a todos os demais manipuladores e orientar quanto aos procedimentos rigorosos de higiene que devem ser tomados no local e quanto aos cuidados no preparo dos alimentos; d) controle da transmissão - através de esforços especiais para melhorar as condições sanitárias e práticas de higiene; e) profilaxia em massa com IG - surtos focais de hepatite A em instituições podem exigir esse tipo de profilaxia. Nos EEUU, quando se verifica a necessidade de proteção de longa duração, recomenda-se o uso simultâneo da IG e da vacina nos contatos de casos de hepatite A. O uso apenas da vacina como medida de profilaxia pós-exposição não está bem determinado, necessitando de maiores estudos.
Aqui vai algumas dicas de como evitar essas doenças:
- evite andar descalço nas águas das enchentes; se tiver que caminhar nessas águas, use calça jeans ou de outro tecido mais grosso, sem arregaçá-las, cobrindo toda a perna, ajude colocando a calça dentro das meias ou utilize botas de borracha, sempre usando meias. Quando chegar a um lugar seguro e seco, retire tudo que estiver molhado e lave-se com água corrente e sabonete, Deixe sempre alimento protegidos em lugar seco.
Aqui também deixo a explicação de algumas das doenças provocadas pelas enchentes. Qualquer dúvida é só deixar neste blog que eu responderei com certeza!!!
LEPTOSPIROSE
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Devido ao aumento do número de casos de Leptospirose nesta época do ano, a Divisão de Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está divulgando aos profissionais de saúde o seguinte Informe Técnico, como orientação de conduta.
A Leptospirose é doença sistêmica aguda, causada por uma bactéria do gênero Leptospira, acometendo o homem e os animais e caracterizada por intensa vasculite.
É doença de notificação compulsória que ocorre durante o ano todo, porém sua maior incidência se dá nos meses de verão, devido às chuvas e enchentes que ocorrem nesta época do ano e, consequentemente, ao contato humano com urina de roedores contaminada com a bactéria.
Seu quadro clínico varia desde infecção assintomática até quadros graves que levam o paciente ao óbito.
Como definição de caso suspeito temos: pacientes que apresentem febre, mialgia (mais em panturrilhas), vômitos, calafrios, diminuição do volume urinário, hiperemia de conjuntiva e icterícia ou que apresentem sinais e sintomas de processo infeccioso inespecífico com antecedentes epidemiológicos de risco, tais como contato com água ou lama de enchentes, água de córregos, rios e lagos, fossa, esgoto, lixo, material para reciclagem, urina de animal doente ou contato direto com urina de roedores.
O Período de Incubação é de 1 a 30 dias, sendo, em média, de 7 a 15 dias.
Em seu espectro clínico, há formas leves que são confundidas com dengue ou outras viroses e formas moderadas e graves que cursam com ou sem icterícia, podendo acometer vários sistemas e apresentando, dependendo do grau de acometimento, as seguintes repercussões: insuficiência renal aguda, acometimento pulmonar desde tosse até hemorragia alveolar (maior causa de óbito em nosso meio), manifestações gastrointestinais, meningite e outras manifestações neurológicas, miocardite, entre outras.
Exames
Para a confirmação diagnóstica:
sangue para Teste de ELISA-IgM colhido a partir do 7º dia do início da doença; se o estado geral do paciente não for satisfatório, colher sangue no momento da admissão e verificar a relação entre a data da coleta e a data do início dos sintomas; se o resultado da sorologia for negativo e esta foi colhida antes do 7º dia, colher nova amostra após o 7º dia. Sempre que for colhida uma 2ª amostra, com intervalo mínimo de 7 dias entre a 1ª e a 2ª amostras, será realizada a Reação de Microaglutinação das duas amostras.
Para tratamento e acompanhamento hospitalar do paciente:
exames rotineiros: hemograma completo com contagem de plaquetas, sódio, potássio, uréia e creatinina, transaminases, bilirrubinas, CK e CK-MB, fosfatase alcalina, gama-GT, coagulograma e Urina tipo I.
exames especiais: quando a clínica do paciente indicar a necessidade, por exemplo: RX de tórax e gasometria quando houver tosse, taquipnéia, escarros hemoptóicos; ECG quando houver taquicardia, arritmias; líquor quando houver sinais de irritação meníngea (sua necessidade deverá ser pesada frente ao risco de sangramento devido à plaquetopenia); ultrassonografia de fígado e vias biliares quando da suspeita de colecistite calculosa e colangite; tomografia computadorizada de crânio nos casos de coma com suspeita de hemorragia intracraniana; tomografia computadorizada de abdome na suspeita de pancreatite; ecodopplercardiografia nos casos de disfunção miocárdica.
Conduta
1 - Casos Leves:
seguimento ambulatorial nos casos sintomáticos com orientação de repouso, hidratação adequada, coleta de exames para diagnóstico específico, retornos diários para avaliação da evolução dos sintomas (função renal, surgimento de icterícia e sintomas respiratórios) e retorno imediato em caso de piora.
Tratar com Amoxicilina 500 mg VO 8/8hs ou Doxiciclina 100 mg VO 12/12hs por 5 a 7 dias. Devido aos seus efeitos adversos, a Doxiciclina, por ser uma Tetraciclina, não deve ser utilizada em crianças menores de 9 anos, mulheres grávidas e pacientes portadores de nefropatias ou hepatopatias.
2 - Casos Moderados e Graves:
- Pulmão:
. Hemorragia pulmonar evidente: tentar CPAP; se não houver melhora gasométrica e clínica, realizar entubação
. Clínica de Insuficiência Respiratória e RX de tórax com padrão de hemorragia alveolar ou SARA, realizar entubação precoce.
. Sempre que possível realizar gasometria; se a PaO2 <> 60 mmHg ou SatO2 > 90% e relação PO2/FiO2 > 200.
- Sistêmico:
. Reposição volêmica: instalar PVC, se necessário, através de intracath ou dissecação de veia nos casos de alto risco de sangramento (plaquetas <>60 mmHg. Na falta de Noradrenalina, a Dopamina pode ser utilizada na dose inicial de 5 µg/kg/min com acréscimos de 2 a 3 µg/kg/min, visando manter a PAM >60 mmHg. A Dobutamina pode ser associada ou usada isoladamente nos casos de disfunção miocárdica e ICC (choque cardiogênico) na dose inicial de 5µg/kg/min com acréscimos de 2 a 3 µg/kg/min, visando manter a PAM> 60 mmHg. Pacientes que evoluem com hipotensão refratária à reposição volêmica são candidatos à monitorização hemodinâmica invasiva com cateter de artéria pulmonar, para melhor controle da volemia e das drogas vasoativas.
- Renal:
. Se mantiver oligúria após hidratação adequada, pode-se tentar revertê-la com Furosemida na dose de 100 mg.
. Controle diário da diurese, da uréia e creatinina plasmática (lembrar das formas não oligúricas da insuficiência renal).
. No caso de insuficiência renal aguda oligúrica instalada, indicar diálise (de preferência, a hemodiálise) precocemente e diária, para retirar volume em casos de insuficiência respiratória. Em locais onde a hemodiálise não puder ser realizada deve ser feita a diálise peritoneal, a qual também deve ser iniciada rapidamente nos pacientes oligúricos. Eventualmente, um paciente com poliúria pode não ser dialisado desde que esteja bem clinicamente, independente dos níveis de uréia e creatinina.
. Nos casos de hipopotassemia grave (K menor de 2,5 mEq/l), acompanhada ou não de arritmia cardíaca, repor potássio na velocidade de 0,5 mEq/kg/h até no máximo de 10 a 20 mEq/h, diluído em soluções de no máximo 80 mEq/l, durante 2 horas, reavaliando com novas dosagens de K. Repor com cautela na presença de insuficiência renal. Nas hipopotassemias mais leves, aumentar o K na manutenção.
- Hemorragia:
. Nos casos de sangramento, se as plaquetas estiverem abaixo de 30.000/mm3, administrar concentrado de plaquetas.
. Se o Coagulograma estiver alterado (TP elevado, AP diminuído, TS e TC aumentados), administrar vitamina K e plasma.
. Prevenção de hemorragia digestiva: Pantoprazol (40mg EV 12/12hs) ou Omeprazol (40mg EV 12/12hs) ou Ranitidina (50mg EV 8/8hs ou 6/6hs).
- Cardíaco:
. Arritmias cardíacas (fibrilação atrial e extrassístoles supra e ventriculares): corrigir inicialmente os distúrbios hidroeletrolíticos; caso persistam as arritmias, tratar com Quinidina, Amiodarona, Xilocaína ou outros antiarrítmicos.
- Antibioticoterapia:
A droga de primeira escolha é a Penicilina G Cristalina na dose de 1,5 milhão de unidades, EV de 6/6 hs (6 milhões de un./dia); para crianças, 50.000 a 100.000 unidades/kg/dia em 4 ou 6 doses; alternativas à Penicilina são: Doxiciclina – 100mg VO 12/12hs e Ceftriaxone 1 g EV 12/12 hs; para crianças, Ampicilina – 50 a 100 mg/kg/dia. A duração do tratamento é de 7 dias. Obs: nos casos de suspeita de sepse de outra etiologia, instituir antibioticoterapia empírica visando a sepse.
Lembrar:
- a suspeita de qualquer forma clínica deve ser tratada e notificada no SINAN (Sistema Nacional de Agravos de Notificação) pois a Leptospirose é doença de notificação compulsória no país.
- a Antibioticoterapia está indicada em todas as formas clínicas e em qualquer período da doença.
- a existência das formas leves e moderadas anictéricas da leptospirose.
- diagnóstico diferencial com outras causas de septicemia.
- leptospirose faz diagnóstico diferencial com dengue e as duas doenças têm maior incidência nos meses de verão.
- na dúvida, aumentar o espectro microbiano.
Esse Informe Técnico foi elaborado por profissionais do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e teve sua última revisão realizada em setembro de 2006 pelos seguintes profissionais:
Prof. Dr. Antônio Seguro – médico nefrologista, livre docente de Nefrologia da FMUSP; chefe do Laboratório de Investigação Médica – LIM12/FMUSP; chefe da Unidade de Terapia Intensiva do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Márcia Regina Buzzar – médica sanitarista da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e da Gerência de Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.
Anne Spichler – médica infectologista da Gerência de Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo; aluna do Curso de Doutorado de Nefrologia da FMUSP.
HEPATITE A
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1. Descrição da doença – início usualmente abrupto com febre, mal estar, anorexia, náusea e desconforto abdominal, e aparecimento de icterícia dentro de poucos dias. O quadro pode ser leve, com duração de 1 a 2 semanas, ou mais grave, podendo durar meses, ainda que seja uma situação rara. A convalescença é muitas vezes prolongada. A severidade, em geral está relacionada com a idade, mas geralmente o curso é benigno, sem seqüelas ou recorrências. Muitas infecções são assintomáticas, anictéricas ou leves, especialmente em crianças, e diagnosticadas apenas através de testes laboratoriais. A letalidade relaciona-se com a idade; estima-se em 0,1% para crianças menores de 14 anos, chegando a 1,1% para pessoas maiores de 40 anos. Indivíduos com hepatopatias crônicas apresentam maior risco para desenvolvimento de hepatite fulminante.
2. Agente etiológico - vírus RNA, de 27 nm de diâmetro, possui um único sorotipo, classificado como Hepatovirus e membro da família Picornaviridae.
3. Ocorrência - distribuído largamente em todo o mundo, a ocorrência pode ser esporádica ou epidêmica, com a tendência a ciclos recorrentes. Em países em desenvolvimento, os adultos são usualmente imunes, pois são acometidos na infância, devido às precárias condições de saneamento e, sendo geralmente assintomáticos, as epidemias não são comuns. Entretanto, com a melhoria de medidas sanitárias em muitas partes do mundo, observa-se que os adultos jovens tornam-se suscetíveis e o número de surtos vem aumentando. Em creches é comum a transmissão da doença em crianças e, a partir delas, para seus contatos domiciliares. As epidemias evoluem, em geral, lentamente, nos países desenvolvidos, envolvendo grandes áreas geográficas e persistindo por muitos meses. A hepatite A pode ser transmitida também por via sexual, no contato com casos na fase aguda. Viajantes de áreas de baixa circulação do vírus podem se infectar quando vão para países onde a doença é endêmica. Epidemias por fonte comum podem evoluir explosivamente. Mais recentemente, observam-se surtos freqüentes em comunidades abertas, sendo a água, ou alimentos contaminados por manipuladores, as principais fontes de transmissão.
4. Reservatório - Os seres humanos são o reservatório comum da doença e em raras ocasiões, o chimpanzé em cativeiro e outros primatas. Não há evidências de que haja transmissão desses animais para os humanos.
5. Período de incubação - De 15 a 50 dias, dependendo da dose infectante; em
média 28 a 30 dias.
6. Modo de transmissão - Normalmente pessoa-a-pessoa pela via fecal-oral. O agente da infecção é encontrado nas fezes, alcançando níveis de pico uma ou duas semanas antes do aparecimento dos sintomas ou da disfunção hepática, diminuindo rapidamente em seguida, concomitante com o aparecimento na circulação dos anticorpos para o VHA. Foram relatadas fontes comuns devido à contaminação da água e também por contaminação dos alimentos pelos preparadores/manipuladores de alimentos. Vários tipos de alimentos podem estar implicados, inclusive, os cozidos, se contaminados por contato manual após o cozimento. Alimentos crus, como frutas (especialmente morangos), verduras (alface e outras verduras de folha) e mariscos podem transmitir a doença, quando cultivados com água contaminada. Embora raros, foram reportados casos de transmissão por transfusão de sangue e hemoderivados obtidos de doadores em período de viremia. Em quase 80% dos surtos notificados ao CVE, entre os anos de 1999 a 2005, não foi possível identificar a fonte primária de infecção.
7. Período de transmissibilidade - estudos de transmissão em humanos e evidências epidemiológicas apontam para uma infectividade máxima na metade final do período de incubação, continuando por uns poucos dias após o aparecimento da icterícia (ou durante o pico de atividade da aminotransferase em casos anictéricos). A maioria dos casos torna-se não transmissível após a primeira semana de icterícia, embora excreções virais prolongadas (mais de 6 meses) tenham sido relatadas em recém-nascidos prematuros.
8. Susceptibilidade e resistência - a susceptibilidade é geral. A baixa incidência da doença com sinais manifestos em crianças e escolares sugere que as infecções leves e anictéricas são comuns. Imunidade homóloga depois da infecção provavelmente dura para toda a vida.
9. Conduta médica e diagnóstico - o diagnóstico é estabelecido pela demonstração de anticorpos IgM contra o vírus da hepatite A (IgM anti-VHA) no soro do paciente na fase aguda ou doença recente. O IgM anti-VHA pode permanecer detectável por 4 a 6 meses depois do início. Se testes de laboratório não estiverem disponíveis, as evidências epidemiológicas podem fornecer o suporte para o diagnóstico. O diagnóstico diferencial da hepatite aguda deve ser feito com colestase reacional (bacteremias por germes capsulados, como pneumococo enterobactérias), leptospirose ictérica leve, hepatites por drogas (paracetamol, isoniazida + rifampicina, cetoconazol, etc.) ou substâncias tóxicas (álcool, tetracloreto de carbono, etc.), alterações hemodinâmicas (hipóxias), colecistopatias, síndrome de Gilbert, processos expansivos neoplásicos ou granulomatosos, colangites, cirroses, etc.
10. Tratamento - como norma geral, recomenda-se o repouso até a normalização das enzimas hepáticas. A base científica para a recomendação do repouso se faz no sentido de se obter a redução do processo inflamatório e manter um fluxo sangüíneo adequado aos hepatócitos. Não há recomendações para dieta, a não ser restringir os alimentos gordurosos no período em que os sintomas digestivos são preponderantes e impedir a ingestão de bebidas alcoólicas e drogas de metabolização hepática.
11. Medidas de controle - a) notificação de casos – é compulsória a notificação de casos de hepatite A (portaria nº 33 de 14/07/2005, DOU –seção 1 nº135 - 15/07/2005) às autoridades de vigilância epidemiológica, para que se desencadeie a investigação de fontes e o controle da transmissão através de medidas preventivas (educativas e imunização passiva dos contatos) (notificação no SINAN). No caso de creches e pré-escolas, ou instituições fechadas como orfanatos, presídios, asilos e similares, recomenda-se urgência na notificação do primeiro caso à vigilância local para investigação epidemiológica visando impedir a disseminação da infecção, com aplicação de medidas higiênico-sanitárias precoces; b) notificação de surtos – é mantida a obrigatoriedade da notificação imediata de surtos (2 ou mais casos) às autoridades de vigilância epidemiológica municipal, regional ou central. A investigação de surtos de hepatite A requer levantamento cuidadoso do número de casos, identificação dos fatores de risco comuns aos casos (identificação de fontes primárias e secundárias de transmissão) e estudo analítico com entrevista de casos e controles. Orientações para surtos de ocorrência no Estado de São Paulo podem ser obtidas junto à Central de Vigilância Epidemiológica - Disque CVE, no telefone é 08000-55-5466.
c) cuidados com o paciente – a) isolamento - é necessário o isolamento e afastamento do paciente das atividades normais (se criança, isolamento e afastamento da creche, pré-escola ou escola) durante as primeiras duas semanas da doença, e não mais que 1(um) mês depois do início da icterícia; exceções devem ser avaliadas no caso de surtos em creches com crianças muito jovens, sem controle esfincteriano (uso de fraldas), onde a exposição entérica está facilitada e pode ser prolongada; b) desinfecção concorrente - disposição sanitária adequada de fezes, urina e sangue; cuidados de desinfecção em geral e máxima higiene. A utilização de cloro, ou água sanitária, é eficaz para a desinfecção de objetos, limpeza de bancadas, banheiros, chão, etc.; c) imunização de contatos de um caso - a literatura internacional recomenda que a imunização passiva com IG (imunoglobulina), 0,02 ml/Kg de peso (IM), deve ser instituída, o mais precocemente possível, ou seja, até duas semanas após a exposição ou contato com o doente. Nos surtos em creches, pré-escolas, ou instituições fechadas todos os contatos devem receber IG, principalmente se as crianças usam fraldas. Recomenda-se a aplicação da IG em todas as crianças potencialmente expostas, e também IG nos funcionários. As imunoglobulinas tem 85% de eficácia e seu efeito começa dentro de poucas horas após a aplicação. Dependendo da dose aplicada pode fornecer de 3 a 6 meses de proteção.
12. Medidas preventivas - a) educação da população quanto às boas práticas de higiene pessoal com especial ênfase na lavagem rigorosa das mãos após contato com lixo, uso do banheiro, após manipular e trocar fraldas de crianças, antes da preparação de alimentos, antes de se alimentar, ou de alimentar crianças, após contato manual com frutas e verduras não lavados ou carnes e outros alimentos crus; b) medidas de saneamento básico com a rede pública de esgoto ou construção de instalações sanitárias adequadas, evitando o despejo de esgoto em córregos ou a céu aberto, são essenciais para a redução da circulação do vírus; c) vigilância da qualidade da água com monitoramento do sistema de abastecimento público feito pelos órgãos competentes (cloro residual deve ser de 0,2 a 0,5 mg/l). Nos locais sem água tratada esta deve ser fervida por pelo menos 1 minuto após o levantamento das bolhas de fervura, ou ser tratada com adição de hipoclorito de sódio 2,5%, 1 a 2 gotas por litro. É necessário proceder à limpeza das caixas d’água e higienizar utensílios e filtros caseiros; d) cuidados com os alimentos - devem ser bem cozidos, especialmente, mariscos e frutos do mar e protegidos contra moscas. O leite deve ser fervido por pelo menos 2 minutos após o levantamento das bolhas de fervura, e as verduras e frutas necessitam ser bem lavadas e mergulhadas durante 30 minutos em solução de hipoclorito de sódio 2,5%, 15 gotas por litro de água ou conforme a orientação na embalagem do produto utilizado; e) orientação das creches e pré-escolas e instituições fechadas quanto à necessidade de medidas rígidas de higiene e prevenção, com especial ênfase à lavagem das mãos para minimizar a transmissão fecal-oral, desinfecção de objetos, bancadas, chão, berços, utensílios e na disposição sanitária de fraldas, fezes, etc.. Além da recomendação de profilaxia dos contatos com IG, nestes centros, recomenda-se a proteção dos funcionários com vacina, quando se estabelece que estas creches são local de risco, situação que deve ser avaliada na investigação epidemiológica; f) proteção de viajantes para áreas endêmicas - recomenda-se uma dose profilática de IG ou vacina para a hepatite A. Para exposições de até 3 meses aplica-se uma dose simples de IG, 0,02ml/Kg de peso, ou 2 ml para adultos; para exposições mais prolongadas, 0,06 ml/Kg peso até 5 ml, repetindo-se essa dose a cada 4 ou 6 meses se a exposição continuar. Nesses casos a vacina está indicada; g) imunização com a vacina anti-hepatite A - estudos vêm sendo realizados indicando a importância da vacinação em massa em áreas onde a circulação do vírus é alta e a infecção ocorre em crianças jovens, com quadro clínico sem muita importância. Alguns autores apontam para a necessidade de se traçar uma estratégia para o uso desta vacina, propondo sua indicação primeiramente, para os grupos que apresentarem maior risco em adquirir a infecção. Dessa perspectiva, seu uso deveria ser considerado para viajantes de regiões bem desenvolvidas para menos desenvolvidas; para crianças em creches, pré-escolas e instituições fechadas (internatos, orfanatos e similares) e para os funcionários desses centros, quando os mesmos têm papel importante na sustentação da epidemia na comunidade; para homossexuais masculinos; para usuários de drogas ilícitas e para todos aqueles para os quais o risco de transmissão seja comprovadamente importante. Em situações mais amplas, o papel desta vacina está sendo ainda investigado.
13) Medidas em epidemias - a) investigação epidemiológica – deve ser realizada imediatamente após a notificação do caso, pela equipe da VE local, buscando identificar a forma de transmissão (se pessoa-a-pessoa ou por um veículo transmissor comum), bem como identificar a população de risco; b) investigação sanitária – a equipe da vigilância sanitária deve ser acionada e com base na investigação epidemiológica deve tomar as medidas de controle; c) eliminar a fonte comum de transmissão – se, por exemplo, for um manipulador de alimentos, administrar IG a todos os demais manipuladores e orientar quanto aos procedimentos rigorosos de higiene que devem ser tomados no local e quanto aos cuidados no preparo dos alimentos; d) controle da transmissão - através de esforços especiais para melhorar as condições sanitárias e práticas de higiene; e) profilaxia em massa com IG - surtos focais de hepatite A em instituições podem exigir esse tipo de profilaxia. Nos EEUU, quando se verifica a necessidade de proteção de longa duração, recomenda-se o uso simultâneo da IG e da vacina nos contatos de casos de hepatite A. O uso apenas da vacina como medida de profilaxia pós-exposição não está bem determinado, necessitando de maiores estudos.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
É CARNAVAL!!!!! MAS TÁ VALENDO PARA O ANO INTEIRO, TÁ!!!
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